• Acesse as minhas redes sociais:

Teoria desassociada da prática não funciona!

Estamos de volta ao espaço deste Blog do Chiarella para dar sequência ao texto passado, quando falei sobre a valorização de toda a equipe que cuida da educação das nossas crianças e dos nossos jovens no Fundamental I e Fundamental II na cidade de Santos, que foi e continua a ser meu principal foco. Destaquei a necessidade de sensível melhora na Educação da maior e mais importante cidade da Baixada Santista, onde em fevereiro passado, há poucos dias, um aluno levou uma arma na sala de aula, numa escola no tradicional bairro do Gonzaga, em demonstração de falta de respeito com a escola, com os educadores, os outros alunos e ausência total de orientação.

Eu, professor Chiarella, faço a pergunta: como valorizar os profissionais da Educação? Neste time estão incluídos diretores, coordenadores, professores, merendeiras, faxineiras, inspetores de alunos, enfim, todos imbuídos da missão de educar as crianças e os jovens da nossa cidade. Primeiro, fazer algo desse tipo é impossível sem a força do Poder Executivo, que no caso está na mão do prefeito de Santos. Sem um planejamento eficaz acontece um desmonte do time, como nas equipes de futebol, que perdem importantes jogadores para os adversários (aqui no caso para as escolas particulares, que remuneram melhor seus funcionários). Os que ficam, por um motivo ou outro, tendem a cair no desânimo justamente devido à desvalorização, devido à falta de respeito e devido a outros fatores que se tivessem de ser destacados tomariam muito espaço, mas nem por isso são menos importantes.

O desânimo a que me refiro acarreta a pouca dedicação de todos os membros da equipe. Muitos deles se limitam a fazer o básico para receber o baixo salário e sobreviver. Somente sobreviver. Essa é a faísca que inicia esse doloroso processo. Depois vem a falta de condição de trabalho, pois diretores, coordenadores, professores, enfim, todos, tentam superar as péssimas condições de estrutura das escolas com mais determinação e maneiras para dar a volta nos desafios e continuar com a missão de ensinar as futuras gerações de Santos e do Brasil como um todo.

Vou me limitar ao prefeito e ao secretário de Educação, para ficar restrito à cidade de Santos. Eles deveriam trabalhar para que os alunos e seus familiares voltassem a respeitar aqueles que os educam para um futuro que está aí, às portas, e que em alguns dias, meses e anos, estaremos vivendo intensamente, em especial as crianças e os jovens do nosso município. Sinceramente, não acredito em burocratas nesses cargos de vital importância para toda a sociedade atual e futura. Quando digo burocratas quero dar como exemplo aquelas pessoas que nunca respiraram pó de giz das antigas lousas quando apagava, com o apagador, o que estava escrito na lousa. Hoje em dia a lousa é outra, passou a ser branca e de material sintético, o giz foi substituído pela caneta especial, mas fica a figura dd linguagem. Para dirigir a Educação em Santos só acredito em quem deu aula.

Teoria desassociada da prática não funciona!

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina e Relator da 14ª turma do Tribunal de Ética na OAB/SP.

Teoria desassociada da prática não funciona!