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O metafórico ato de semear

Quem nunca plantou nada, ainda que seja aquele grão de feijão num copinho com algodão nas aulas de Ciências na escola? Nem que a atuação na agricultura se limite a esta experiência que maravilha crianças e mostra a adultos a importância do plantio, todos nós dependemos, em maior ou menor grau, daquilo que a terra nos fornece. Assim é a vida de todos os seres humanos. Uns plantam bons frutos e tendem a fazer boa colheita, enquanto outros cultivam coisas ruins e, em geral, também recolhem aquilo que plantaram. Neste momento nem citaremos os preguiçosos, que, como nada fazem, nada colhem. O exemplo aqui é o do professor, um profissional que através do ensino planta ações, palavras, valores que apresentarão resultados num futuro não tão distante.

Essa é a base da lei da semeadura, que ensina que a colheita, no caso do professor, as consequências, corresponde ao que foi plantado, inclusive na família, nas amizades, nas relações pessoais, na escola, por fim, na vida toda. Ninguém planta trigo e colherá uva. Não tem como se fazer isso. Os professores, tanto da educação pública quanto da particular, são essenciais em uma sociedade civilizada, entre pessoas que esperam um futuro melhor para si mesmos e para filhos, netos, familiares, para todos. Só como exemplo, um grão de milho produz uma espiga com aproximadamente 800 outros grãos que além de alimentação servem também para disseminar o diversificado milho, que botanicamente é considerado uma fruta (cariopse), em termos culinários é tido como vegetal (fresco e cozido) ou ainda um grão ou cereal quando colhido maduro e secado.

O professor é só professor. Nada além disso, mas os verdadeiros mestres, aqueles que se dedicam a repassar conhecimento durante a vida toda, certamente produzem muito mais do que 800 grãos, ou alunos preparados e encaminhados para a vida profissional e pessoal. Assim como o milho bom, os educadores incutem o DNA das suas palavras, dos seus atos, dos seus ensinamentos, do encorajamento àqueles que ele direciona. Professores, muitos não remunerados de acordo com a sua importância na sociedade atual e futura, mesmo assim continuam a caminhar no seu ministério de ensino. O resultado disso se pode ver em qualquer lugar, pois os grandes pensadores, os excelentes mestres, aqueles especiais que fizeram doutorado, MBA (Phd), um dia também se sentaram nas carteiras escolares e receberam os primeiros ensinamentos dos professores.

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida e LIV (Laboratório Inteligência de Vida). Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.

O metafórico ato de semear