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Eu quero ser professor!

No decorrer dos últimos anos o professor teve sua imagem confundida e desrespeitada na relação com os alunos com a sociedade em geral e com a instituição pública, justamente quem tem força e deveria valorizá-la. A deterioração da profissão foi muito grande. Eu, professor Chiarella, afirmo que para alavancar políticas públicas de Educação temos de passar, necessariamente, pelo respeito aos nossos mestres, sejam eles de que níveis escolares forem. Respeito começa por um salário digno, pela valorização, pela qualificação e, também, pela dedicação dos professores. Inovar dentro da política pública educacional não significa inventar a roda e sim tornar acessível a qualificação que já existe.

Para retomar o respeito aos mestres e, consequentemente, as essenciais mudanças, temos de recuperar a postura do quanto foi e ainda é digna a profissão de professor. E quando me refiro a essa nobre escolha, falo de todos os segmentos, desde a inicial creche até os mais altos títulos. Ninguém chega à fase acadêmica sem antes passar pelas mãos de professores em sua vida estudantil. É algo obrigatório e que faz parte do caráter educacional de todos os alunos: desde os pequeninos até os mais experientes com seus cursos de pós graduação, mestrado, doutorado e outros. Temos vivido tempos em que o desrespeito aos mestres extrapolou em todos os níveis. Repito que temos de resgatar o passado, não tão distante, em que os alunos tinham orgulho de seus professores e os olhavam como alvos a serem atingidos.

Eu, professor Chiarella, vou parafrasear a famosa frase do pastor batista Martin Luther King Jr. e dizer: Eu tenho um sonho! Meu sonho é que os jovens passem a ter a opção de escolher a honrosa profissão de professor como optam por outras também importantes. Enquanto o nosso Brasil não entender que a carreira de professor é a que permeia todas as outras não conseguiremos avançar na Educação. E a palavra de ordem para todos os nossos governantes, municipais, estaduais e federais, é qualificação subsidiada pelo Estado, claro que me refiro aos professores da rede pública de ensino. O respeito que venho cobrando não se limita somente a aumentar salários, mas também qualificar os professores e convidá-los a voos mais altos. Só se obtém novas teorias e novas metodologias, como por exemplo a aula remota, através das oportunidades de aperfeiçoamento e treinamento.

Essa é a minha visão para o futuro do Brasil, do Estado de São Paulo e da minha cidade de Santos. Nada mudará sem investirmos nos professores.

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.

Professor Chiarella é candidato a vice-prefeito de Santos pelo MDB na chapa do candidato a prefeito Banha.

Eu quero ser professor!