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Educação para ensinar a viver

Olhem eu aqui de novo, o professor Chiarella, para nossa conversa, que depois do final do ano e já neste começo, será semanal. Em 2020 já falei sobre a Geração Alfa, a mais nova do mundo, e que por mais que se faça pela Educação, ainda é pouco! Como sempre meu principal foco é a cidade de Santos, que precisa muito melhorar a parte educacional que está sob sua responsabilidade: o Fundamental I e o Fundamental II e parte da sequência escolar que é dividida com o Governo do Estado de São Paulo.

Aqui em Santos temos vários problemas nas escolas municipais, que não recebem a devida atenção da Prefeitura. Já comentei sobre a grande distância entre a casa dos alunos e a escola, falei sobre a urgente necessidade de uma aproximação dos pais ou responsáveis, que precisam conhecer melhor o lugar onde seus filhos estão sendo formados. Citei também a carência financeira dos professores da rede pública, que recebem bem menos do que os da rede particular. E dei destaque à ausência de aperfeiçoamento e de cursos para os professores se prepararem melhor.

Depois de comentar rapidamente sobre a Geração Alfa, a mais nova no mercado de trabalho, fiz a afirmação de que tudo o que se fizer para melhorar a educação das crianças santistas será pouco, pois elas precisam de mais. Muito mais! É esse meu plano para fazer com que a Prefeitura de Santos invista mais ainda nesse ponto essencial para as futuras gerações. Hoje vamos explicar que os educadores não podem se limitar única e exclusivamente a ensinar as matérias curriculares. Eles têm de ampliar suas cabeças, têm de ser mais preparados com cursos de aperfeiçoamento, e pensar que precisam formar bons cidadãos.

A escola tem de formá-los não só em termos educacionais, mas também para a vida, incentivando e mostrando alguns pontos essenciais para o futuro. Os professores precisam participar desse processo de transformação. Aliás, eles são fundamentais para se atingir o objetivo. Sem eles, esse processo de mudanças sociais, que não é rápido e requer muito trabalho, é impossível acontecer. E nós, santistas, e num espaço mais amplo, paulistas e brasileiros, precisamos que isso ocorra para melhorarmos a nossa cidade, o nosso Estado e o nosso País como um todo.

Esse processo dos alunos, entre outros vários itens, passa pelo aprendizado das matérias curriculares, que são obrigatórias nas escolas. No entanto, os professores precisam ser mais bem preparados – com cursos de especialização dado por gente altamente capacitada – para ajudar as crianças e os jovens a se formarem não somente na escola, mas para a vida. A matemática, como matéria curricular, deve ser introduzida no dia a dia deles. Além das explicações da matéria em si, é necessário mostrar às crianças e aos jovens santistas como a matemática vai ajudá-los no futuro. É preciso explicar e mostrar na prática. Aí ficará mais fácil para entenderem a matéria e sua importância.

O mesmo deve ser feito com o Português. Eles têm de receber orientações seguras e precisas sobre os motivos de estarem aprendendo a língua falada no Brasil inteiro. Além de falar corretamente, necessitam aprender também a se comunicar de maneira certa por escrito, algo que as redes sociais muitas vezes atrapalham. O mesmo acontece com a História, por exemplo, onde os alunos e alunas conhecem o que aconteceu no passado e, em algumas situações, não pode se repetir no futuro, que estará nas mãos deles. Assim também é com Geografia, Ciências e outras matérias curriculares. Os jovens precisam entender para que serve o que lhes é transmitido nas cadeiras escolares pelos professores.

Minha próxima conversa, sempre na linha de interesse de melhorar o aprendizado dos alunos e alunas santistas, será sobre o que precisamos aprender com os fatos ocorridos em anos anteriores e em breve também falarei sobre a importância de votarmos corretamente. Aguardem!


José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina e Relator da 14ª turma do Tribunal de Ética na OAB/SP.

Educação para ensinar a viver