Um estudo da Fundação Ulysses Guimarães junto com a presidência do MDB de Santos mostrou algo que muita gente já sabe, mas agora com dados comprovando os fatos. A política educacional brasileira, especialmente a da cidade de Santos, precisa melhorar e a solução está nas escolas particulares. Nada disso! Não é preciso tirar nossos filhos, netos, sobrinhos das gratuitas escolas municipais e colocá-los nas pagas particulares. O que os dados coletados mostraram é que as duas podem trabalhar em conjunto e assim melhorar o ensino como um todo e aperfeiçoar a formação das crianças e dos jovens de Santos e do Brasil.
Para isso é preciso que seja instalada uma Parceria Público Privada (PPP), que usaria o expertise das escolas particulares para melhorar as condições e, principalmente, o ensino nas públicas, algo que a cidade de Santos tem de desenvolver urgente. Afinal, as aulas estão programadas para serem retomadas de forma presencial logo no dia 1º de fevereiro, mês que vem, e temos de tomar urgentes e sérias atitudes para reduzir o distanciamento de ensino entre os dois segmentos. E isso nada mais é do que o treinamento eficaz dos professores, diretores, coordenadores, de todos os que trabalham na Educação santista. Temos de usar o conhecimento das escolas particulares para aprimorar o acolhimento dos nossos alunos neste início de ano letivo ainda durante a fase crítica de uma pandemia que ninguém sabe quando realmente terminará.
Eu, professor Chiarella venho dizendo e escrevendo isso há muito tempo neste Blog do Chiarella: professores e outros trabalhadores da Educação pública precisam ser capacitados de forma adequada e profissional para que, em vez de serem autodidatas no ensino on line, como aconteceu em 2020 logo no início da pandemia da Covid-19, possam receber treinamento. Temos de adequá-los ao ensino híbrido, onde tanto o presencial, algo que eles estão habituados, quanto o on line devem conviver em perfeita harmonia para que o aluno seja atingido de forma positiva. Esse tipo de expertise a escola particular adquiriu, especialmente neste último ano, pois capacitou seu quadro de professores que aprenderam uma forma diferente de ministrar as aulas.
Enquanto os nossos governantes municipais não trouxerem a PPP para dentro das nossas escolas, a Educação pública vai continuar na UTI e a cada dia vendo crescer a distância entre os alunos das particulares, que por se terem formado melhor, acabam abocanhando os lugares nas melhores universidades públicas de todo o País e, com isso, são selecionados para as melhores e mais bem remuneradas vagas de emprego. Os governantes, e aqui me refiro especialmente aos municipais, precisam deixar de lado o viés político partidário e entender de forma ampla as ideias estabelecidas pela Fundação Ulysses Guimarães.
A empresa privada pode muito bem levar para dentro das escolas públicas a vitoriosa experiência de gerir bem as questões pedagógicas e transmitir esse conhecimento para os professores da rede municipal. Essa é uma experiência que não tem preço e cujo resultado poderá ser observado em alguns anos, pois estamos falando da formação das nossas crianças e dos nossos jovens do Fundamental I e do Fundamental II. Temos de trabalhar para reduzir o distanciamento entre as redes particular e pública, que não só está estagnada, como tem regredido tristemente de maneira clara e real. Em resumo: a ideia é que a rede particular invista na rede pública que custearia os gastos. Precisamos dar uma nova e moderna visão à Educação não só de Santos, mas de todo o Brasil para que o distanciamento de aprendizado diminua e assim, de uma forma mais ampla e global possamos descentralizar a renda da nossa nação.
José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.