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O que fazer com a Geração Z?

A vida das pessoas muda todos os dias. E não somente em situações físicas, mas, e especialmente, no mundo digital. Quantos já não acordaram com novas tecnologias implantadas e ficaram na dúvida sobre o que fazer e como utilizar essa mais recente inovação? Esses são fatos irreversíveis que todos têm de enfrentar e superar, ou se adaptar e usá-los da melhor maneira possível, por mais complicado e difícil que seja. Não tem jeito. O mundo caminha alicerçado na alta tecnologia. Todas as gerações apresentam suas próprias características, como valores, modo de pensar, de se comportar, maneira de agir, de pensar e de falar, seja pessoalmente ou pela internet, algo que ganhou grande espaço nas últimas décadas. Para tentar entender melhor como esses acontecimentos culturais, políticos, sociais e econômicos que impactam a vida das pessoas, o mundo foi dividido em gerações. Temos a Baby Boomers ou Vets (1947 a 1963), a X (1964 a 1983), Y ou Millenials (1984 a 1994), a Z (1995 a 2009), A Alpha (2010 a 2024) e mais recentemente foi criada a Beta (2025 a 2039).

Dentre essas, uma das mais faladas hoje é a Z, a que está entrando ou já integra o mercado de trabalho e o dia a dia do mundo profissional. Os integrantes dessa geração são nativos digitais, pois cresceram com acesso à internet e às mídias digitais, que utilizam para se expressar sobre vários assuntos. Diferentemente das anteriores, os Z buscam trabalhos flexíveis, home office, com tempo para lazer e sem tanta fidelidade ao emprego, e à empresa. Estão mais preocupados com seus valores pessoais do que com os das companhias. Defendem a autenticidade deles e a diversidade, seja lá de que tipo for. Eles viram o crescimento do uso dos aparelhos celulares e do acesso à internet e depois a chegada dos smarthphones. Todos esses padrões de comportamento e a entrada no mercado de trabalho formal os levou a enfrentar várias dificuldades, como inserção profissional, salários que consideram baixos, jornadas tidas como exaustivas, pressão dos chefes, além da instabilidade do mundo moderno, com a recente chegada da Inteligência Artificial (IA). Para uma boa parte da Geração Z esse escuro cenário direciona uma parte ao abandono do trabalho como a única saída viável.

Essas frustrações e dificuldades todas aliadas às normais e cada vez mais rígidas exigências do mercado de trabalho levaram um grande grupo da Z ao que se convencionou chamar de “nem-nem”: nem estuda, nem trabalha. A principal alegação é que o mercado não entrega o que eles esperam e não acolhe suas necessidade reais. Em resumo, como não atende suas expectativas, pois nem diplomas universitários ajudam, eles se frustram e isso leva a Geração Z a apresentar problemas de saúde mental e a ter até 4,7 vezes mais chances de se tornar economicamente inativa. Esses dados mostram sérios problemas com a mescla de falta de perspectivas, desconforto, ansiedade e depressão com a natural rigidez do mercado que pouco acolhe as necessidades reais dessa geração. É preciso que os Z se adaptem às normas profissionais e que, também, os empresários criem situações para poder contar com essa importante força de trabalho em suas fileiras.

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.

O que fazer com a Geração Z?