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A virtude do reconhecimento

A palavra virtude, que o dicionário define como qualidade do que se conforma com o considerado correto e desejável do ponto de vista da moral, da religião, do comportamento social etc., é um dos pontos que precisamos aperfeiçoar nas nossas vidas. Atravessamos um momento de extrema complexidade, onde ninguém tem uma solução adequada para os problemas que vivemos com a pandemia provocada pelo coronavírus. Indiscutivelmente que a melhor resposta é a vacina, aplicada em milhões de pessoas nos Estados Unidos, na Europa e, ainda em menor escala, aqui pelos nossos lados do Brasil e de Santos, cidade onde eu, professor Chiarella, moro e sobre a qual mais dedico este meu espaço do Blog do Chiarella.

A Covid-19 provocou disritmias em todos os segmentos da sociedade, mas no caso da Educação, que é meu principal foco, os maiores prejudicados são as crianças e os jovens, especialmente os da escola pública, onde o Governo ainda não reconheceu não ter condições de dar o que os estudantes precisam para continuar os estudos mesclados entre presenciais e on line. Diferentemente aconteceu nos colégios particulares, que, em outro cenário social, conseguiram dar a devida sequência educacional aos seus alunos. Essa situação pandêmica levou os pais de praticamente todos os estudantes a situações tão inusitadas quanto o combate a um vírus que no Brasil se aproxima de matar 300 mil pessoas. Pais, mães, tios, tias, avós em geral, tiveram de passar a conviver com os pequenos em suas casas durante as aulas on line. Algo antes inimaginável, mas que se tornou realidade desde o ano passado.

Isso aqueles que possuem bom sinal de internet e conseguem acompanhar os ensinos dos professores, que também passaram a trabalhar de suas casas. Especialmente nos casos do Infantil e do Fundamental II, responsabilidades diretas da Prefeitura de Santos, os pais ou responsáveis foram transformados em professores auxiliares e, para complicar, junto com a realização de seus trabalhos diários feitos em home office. Esse novo cenário os levou, também, a virarem alunos, com a grande diferença que eles, de forma natural, não pensam como uma criança de cinco ou seis anos e todos passam por grandes problemas de adaptação. Sem dúvida alguma, fica claro que os pais e responsáveis se desdobram tanto quanto os professores para cativar a atenção dos pequenos, mas tem sido complicado demais manter a regularidade do ensino.

Temos de praticar a virtude do reconhecimento com pais e responsáveis que se esforçam para ajudar seus filhos, com as escolas que batalham para fornecer conhecimento de várias maneiras e temos de elogiar o trabalho dos professores, especialmente os do ensino público, que não receberam qualquer tipo de capacitação para enfrentar esses novos tempos de dificuldades sem igual. Enquanto não praticarmos a virtude do reconhecimento tenderemos a tornar mais difícil ainda este momento. Centenas de pessoas se encontram nos lotados leitos dos hospitais da nossa cidade esperando a cura ou em busca da recuperação dessa terrível doença. Temos de entender que precisamos cuidar do nosso próximo. Quem é o nosso próximo? Todos os seres humanos, especialmente aqueles que estão ao nosso lado, familiares ou não.

Temos de transformar a virtude do reconhecimento numa via da mão dupla, pois de nada adianta somente reconhecer e não ser reconhecido, pois chegará uma hora em que nos cansaremos. Ficaremos esgotados. Enquanto a população em geral vive momentos sombrio, temos acompanhado que muitos políticos tomaram recursos e os desviaram, de forma ilegal, de sua finalidade, com descaso pela vida de milhões de pessoas. Isso acontece pela desinformação a que a população é submetida, pois não temos como confirmar onde e como o dinheiro foi gasto. O mais importante dessa equação é que os políticos não podem, nunca, em momento algum, retirarem a esperança do coração do povo brasileiro.

No próximo Blog do Chiarella vou explicar em detalhes como dar autonomia aos nossos alunos.

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.

A virtude do reconhecimento