Neste espaço no Blog do Chiarella, em que eu, professor Chiarella procuro apresentar minhas ideias para a Educação de Santos, minha cidade, disse no último texto que a teoria desassociada da prática não funciona e que não acredito em burocratas que nunca respiraram pó de giz, claro num sentido genérico, em cargos fundamentais da administração pública, especialmente aqueles ligados à Educação das crianças e dos jovens santistas. Toda a equipe educacional precisa passar por reciclagens e aperfeiçoamentos. Como num time de futebol, todos precisam treinar, mesmo os que ficam na reserva e não aparecem para o público, no caso os alunos, o principal alvo de todos os que trabalham na Educação. É para eles que fazemos tudo para que, num futuro não tão distante, eles possam fazer algo pela nossa cidade, pelo Brasil, pelo mundo e por nós mesmo.
Treinamento desses profissionais, especialmente do professor, que está na ponta, em conexão direta com os alunos, significa gastar tempo na preparação, no aperfeiçoamento de uma base que eles já têm, mas que mudaram com o tempo e hoje a comunicação entre professor e aluno é totalmente diferente daquela de alguns poucos anos atrás. Não é preciso ser especialista para fazer essas constatação. Basta ver os alunos nas ruas, na entrada ou na saída das aulas para se ter a certeza de que, nos dias de hoje, o mundo muda a cada minuto, talvez a cada segundo. A tecnologia é a principal responsável por essas alterações e está repleta de inovações, as mesmas inovações fazem parte da educação das nossas crianças e dos nossos jovens.
Como já disse, os integrantes do time da Educação precisam treinar, necessitam repetir o aprendido e com isso passar por transformação profissional. Muitos dos responsáveis pela educação das crianças e dos jovens santistas têm de desaprender para aprender. Pode parecer estranho e até contrassenso esse tipo de declaração, mas não é. Devido às mudanças no comportamento e na forma de se comunicar com as crianças e com os jovens, os governantes, no caso específico o prefeito de Santos e o secretário de Educação, têm de proporcionar reciclagem, levar aos diretores, coordenadores, professores, a todos os que trabalham diretamente com o aluno, a cursos de aperfeiçoamento, congressos, debates, paineis, onde é colocado em discussão o que aconteceu com outros profissionais. Nada se faz de novo. Tudo já existia.
Além desses itens essenciais à melhor preparação dos profissionais, é necessário descobrir os caminhos que possam facilitar esse aperfeiçoamento. Todos, sem exceção, também precisam de estímulo, que passa pelo reconhecimento em termos salariais. Respeito não vem somente com salários mais elevados e justos, vem, acima de tudo, com a valorização do profissional.
José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina e Relator da 14ª turma do Tribunal de Ética na OAB/SP.