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O passado é um dos grandes mestres do futuro

Na minha última postagem, eu, o professor Chiarella, comentei sobre a necessidade de os professores passarem aos alunos mais do que as matérias curriculares obrigatórias. Para se prepararem para a vida que os espera, eles têm de entender a importância e a utilidade do que lhes é passado nas salas de aula. A Prefeitura de Santos – lembrem-se que meu foco continua a ser a educação municipal da minha cidade – necessita preparar melhor os professores para que, através deles, seja implantada uma política pública de transformação.  Essa política é um redirecionamento na estrutura do aprendizado com destaque especial para – e digo isso mais uma vez – a preparação adequada dos nossos professores, que precisam ser capacitados a falar a mesma linguagem dos alunos das gerações X, Y, Z e, mais recentemente, da Alfa. Nada pode ser feito, ou transmitido, sem que haja perfeita comunicação entre as partes, ou seja, professores e alunos. Como é mais lógico, o professor tem de se adaptar às novas tecnologias e ao mundo que muda a cada minuto. Como esse ensinamento não pode ficar a critério de cada professor, é preciso capacitação única e direcionada para todos caminharem juntos. Afinal, no que consiste essa política de transformação?  Basicamente é mexer no conteúdo do que o aluno recebe. O professor tem de ser capacitado a tirar os alunos da sala de aula. Não estou falando literalmente, neste momento, mas levá-lo, através dos pensamento e de exemplos práticos, para a vida fora da escola, onde ele passará boa parte da fase adulta. Há alguns anos tivemos a febre do pokémon, quando as pessoas caçavam os pokémons pelas ruas. Vejam que estou usando somente como exemplo, sem exageros e problemas que o jogo provocou especialmente nos mais jovens. O jovem tinha de conhecer os lugares públicos, como monumentos, pontos históricos e locais importantes do nosso passado e que contam a nossa história. Outro ponto importante é que os pais e responsáveis têm de se conscientizar que a escola é para ensinar os alunos e não para dizer à família como educá-los. A criança aprende mais com o que vê do que com o que ouve e olhe que eles ouvem muito bem e, apesar de, brincando, e aparentemente desligados do assunto dos adultos, estão totalmente conectados nas conversas. Quem é pai ou mãe sabe bem disso! Pais precisam ter muito cuidado com as conversas, por mais descontraídas que sejam. O exemplo dos pais e responsáveis é fundamental para a educação deles, educação que tem de começar dentro de casa. Ali, observando os mais velhos, é que eles assimilam ensinamentos para a vida inteira. A escola só os auxilia no aprendizado das matérias curriculares e os direciona, dentro do que é repassado a eles, para a vida futura. Claro que é muito bom termos escolas com prédio novo, com tecnologia inserida, mas educação é muito mais do que isso. Como já disse num texto anterior e repito: tudo o que se faz pela Educação ainda é pouco. Não basta termos raras boas instalações e merenda. Isso é obrigação da Prefeitura de Santos. Nada além do que determina a lei. Precisamos de mais conteúdo educacional para os alunos e preparação correta para professores, além de melhores instalações e uma merenda com algo valor nutricional. Semana que vem falaremos sobre a importância de votarmos corretamente. Sei que, em geral, os brasileiros só pensam nos candidatos às vésperas das eleições, mas é preciso estar atento, apesar da dureza e da correria do dia a dia, ao que acontece especialmente na Prefeitura e na Câmara Municipal da cidade de Santos. Temos de prestar atenção se o candidato em quem votamos faz mesmo o que disse que faria. Nosso voto é muito importante!

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina e Relator da 14ª turma do Tribunal de Ética na OAB/SP. 

O passado é um dos grandes mestres do futuro