O maior desejo de pais responsáveis certamente é formar filhos melhores do que eles. Para isso muitos trabalham bastante para dar condições de eles estudarem em boas escolas, fazerem cursos que os capacitem mais para o futuro que está logo aí, enfim, prepará-los para enfrentar a vida. Quando se fala de progenitores, invariavelmente relacionamos à família como um todo, que acaba por se tornar a maior articuladora da formação dessas mais novas gerações. Estão na fase de formação dos estudos iniciais crianças e adolescentes da Geração Alfa (nascidos entre 2011 e 2024), cujos pais, em sua grande maioria, são da Geração Z, com integrantes gerados entre 1997 e 2010, e que, em geral, são tachados com vários adjetivos, nem sempre justos, pouco elogiosos pelos especialistas.
Assim, em vez de citar somente pais e mães, pois em muitos lares a educação dos filhos é dividida com avós, tios, tias, é preciso generalizar e chamar de família o grupo social que circunda o bebê, a criança, o adolescente e depois o jovem. Eles, com especial destaque para os geradores, são os maiores responsáveis por corrigir percursos errados que todos os mais novos tomam e evitar que os dados de que a Geração Z é a primeira da Era Moderna a ser menos inteligente do que a anterior, se expandam para frente. É preciso olhar para trás com firmeza e constatar onde os erros foram cometidos e não os repetir. Os pais de gerações passadas ajudavam os filhos a serem fortes – física e mentalmente – a serem firmes no amor às pessoas e à família e os preparavam para o futuro. Os integrantes da Geração Z têm de observar e corrigir nos filhos alguns exageros no seu próprio trabalho, ainda que a intenção tenha sido das melhores, para estar ao lado deles nas coisas mais simples como passeios e momentos em casa.
Antigamente se dizia que a criança precisava ter juízo, ou seja ser bem formada, com normas que precisam ser seguidas e obedecidas com disciplina por toda a sociedade. Isso só uma família forte consegue dar. Caso contrário, novamente se verá crianças, jovens e adolescentes fugindo de responsabilidades, não sabendo dividir e nem compartilhar qualquer coisa, muito menos liderar com respeito e segurança. Sem juízo, como diriam os mais antigos. Crianças mimadas, que acham que sabem tudo e não precisam de ninguém, não são tolerantes com outras escolhas e opiniões que não as suas, não foram bem formadas pelos pais e responsáveis e certamente terão problemas no futuro, seja no mercado de trabalho, seja no convívio social com companheiros de classe, com amigos mais próximos – se vier a tê-los – professores e familiares dos mais variados níveis. Para que isso não aconteça é preciso responsabilidade dos pais e das famílias. Pais e responsáveis: o futuro de seus filhos está em suas mãos. Eles devem ser preparados e cuidados. Ajam com responsabilidade com vocês e com eles!
José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida e LIV (Laboratório Inteligência de Vida). Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.