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“pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti.” 2 Timóteo 1.5 


Existem muitos verdadeiros crentes em Jesus Cristo que não têm sequer um familiar que professa a fé no único e verdadeiro Deus. No entanto, seguem firmes nos caminhos do Senhor, pois um dia ouviram a mensagem do Evangelho e seu coração foi aberto pelo Deus Espírito Santo. Com certeza todos conhecem um ou outro que trilha caminho diferente daquele do pai, da mãe, dos familiares. Pais crentes em Jesus Cristo têm de ensinar as crianças desde o nascimento sobre as verdades das escrituras e a necessidade de seguirem os passos de Jesus Cristo. O Filho de Deus veio ao mundo para se sacrificar na cruz por aqueles que o aceitarem e o confessarem como Senhor e Salvador de suas vidas.

A Bíblia apresenta a história do jovem Timóteo, um dos principais auxiliares do apóstolo Paulo em suas missões evangelísticas. O pastor Timóteo era filho de um homem grego e de uma mulher judia. Ele foi ensinado desde a infância sobre a palavra de Deus por sua avó, Loide, e por sua mãe, Eunice. Nada é dito sobre seu pai. Sabe-se que Timóteo era um jovem fiel ao Senhor e doente. Relatos históricos dizem que ele sofria de dores de estômago e outras frequentes enfermidades provavelmente devido à água contaminada bebida na época.

Ele teve como orientador espiritual o maior evangelista de todos os tempos, o apóstolo Paulo, que na época da segunda e última carta que enviou a Timóteo, estava preso em Roma e, ele sabia, prestes a ser morto pelo Império Romano. Essa história mostra que se o pai não orienta, avó e mãe podem e devem fazê-lo com a mesma determinação. Melhor receber orientação da família. Se não for possível, que alguém mostre o verdadeiro caminho. Leve a palavra de Deus, ensine às crianças, aos adolescentes, aos jovens e até aos adultos as verdades das escrituras que garantem que só Jesus Cristo pode salvar. Aprendemos com a avó e a mãe de Timóteo que devemos ensinar aos nossos filhos nos caminhos do Senhor desde a mais tenra idade.

Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. “Honra teu pai e tua mãe” – este é o primeiro mandamento com promessa – “para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra.” Efésios 6.1-3


Nem sempre filho de peixe, peixinho é. Por isso pai e mãe, tio, tia, avós, responsáveis pelas crianças, devem ensiná-los nos caminhos do Senhor para que jamais se desviem dele, como está escrito no livro de Provérbios 22.6, no Velho Testamento: ”Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Essa é uma promessa de Deus e nenhuma de suas promessas deixou, e jamais deixará, de ser cumprida. Todas se transformarão de promessas em realidade. Deus não falha.

A história de Israel tem vários reis. Uns bons, que agradaram ao Senhor, e outros ruins, muito ruis. Um dos mais conhecidos talvez seja Acaz, o 12º rei de Judá, numa época em que o reino de Israel estava dividido entre Norte e Sul. Além de ser idólatra, Acaz fez altares para deuses pagãos, sacrificou crianças entre outras atrocidades. Seu reinado de 16 anos foi um desastre para o povo, que sofreu muito em sua mão e viu seu exército ser derrotado por vários outros povos. Quem o substituiu foi seu filho Ezequias que, diferentemente do pai, foi um dos mais piedosos homens de Israel e relatos afirmam que nunca houve ninguém igual a ele, nem antes nem depois. Quanta diferença entre pai e filho! Filho de peixe não foi peixinho!

Ezequias não foi ensinado pelo pai a andar nos caminhos do Senhor. No entanto, Ezequias ficou doente e recebeu o recado de Deus através do profeta Isaías, o mesmo que lhe contou que Deus tinha ouvido seus lamentos e em vez de ele morrer agora, lhe daria mais 15 anos de vida. Quem assumiu o trono após a morte de Ezequias foi seu filho Manassés que reinou cinquenta e cinco anos em Jerusalém. 

Foi o pior de todos os reis de Judá. Pior até mesmo do que Acaz, seu avô. Manassés desfez tudo o que seu pai tinha feito. Profanou a casa de Deus. Foi um rei idólatra, feiticeiro e assassino. Ele derramou rios de sangue em Jerusalém. Aprendemos com a família de Ezequias que os sucessos do passado não são garantia de vitória no futuro. Precisamos investir nas futuras gerações, passando a elas o bastão da fé. Enquanto Acaz não ensinou Ezequias através do exemplo, Manassés não aprendeu nem com palavras nem com o bom exemplo do pai e se tornou um dos piores reis da história de Judá. Nem sempre filho de peixe, peixinho é…

E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12.2


Ser conhecido, reconhecido nas ruas, no círculo de amigos, no trabalho faz bem à alma, mas não deve se tornar o único motivo da vida das pessoas. Tem gente que praticamente vive para conquistar likes, aprovação seja de quem for. Quanto mais, melhor, independentemente do que se posta ou se fala. As notícias têm demonstrado que essa excessiva visibilidade pode se tornar perigosa, especialmente nos dias de hoje onde temos bandidos em busca de alvos para seus crimes digitais e até mesmo pessoais.

Pior ainda é quando pai e mãe expõem seus filhos até mesmo antes de nascer. Mostram a barriga da mãe e o feto, a vida que está se formando ali no útero materno, já ganha incontáveis likes e seguidores. Essas fotos, vídeos, o que for, embora pareça algo particular, definitivamente não é, pois, a vida dos pais e daquele filho ou filha que ainda nem nasceu, está exposta a quem quiser ver. Pais, mães e o bebê perderam a privacidade. Certo que trabalharam para isso, e uma hora virá a cobrança sobre esse excesso de visibilidade. 

Essa publicidade constante e exagerada com destaque especial para crianças já nascidas – não somente no útero – pode trazer problemas futuros para eles e seus familiares e também momentos de honra ou desonra para o nome de Deus. Isso, claro com referência especialmente a pais crentes em Jesus Cristo. A internet tem várias boas funções, mas como ferramenta digital tem de ser útil para honrar o nome de Deus. Claro que temos orgulho de relembrar fotos antigas, de amigos da escola, da faculdade, do trabalho e por aí vai, mas com equilíbrio, palavra que deve integrar o dia a dia de todas as pessoas. O apóstolo Paulo nos deixou a orientação de guardarmos o nosso coração e a nossa mente e não sermos transformados e, sim, transformar o mundo de acordo com a vontade de Deus. 

Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” 1 João 5.20,21


No Monte Sinai, Deus deu ao seu servo Moisés duas pedras com os Dez Mandamentos escritos de forma clara. A primeira orientação, muitas vezes relegada a plano secundário, está no livro de Êxodo 20.3 e diz: ”Não terá outros deuses diante de mim”. Certamente várias pessoas dirão que não adoram nada além do Senhor criador dos céus e da Terra. No entanto, uma simples e rápida olhada na vida vai mostrar que existem vários tipos de adoração. Adorar os filhos, a mulher, o marido, adorar o trabalho, o carro, a casa, o dinheiro, enfim, uma série de objetos e seres que acabam se tornando mais importantes do que o único e poderoso Deus. Assim, desobedecem ao mandamento, pois transformam coisas em deuses e com isso desrespeitam o mandamento.

Os pais devem ensinar os filhos sobre esse mandamento e, mais do que isso, dar exemplo vivo do que deve o do que não deve ser feito. Devem obedecer. Tal pai, tal filho, diz o ditado que precisa ser transformado em verdade na vida dos salvos por Jesus. Devemos nos guardar dos ídolos, que podem se tornar deuses em nossas vidas e isso claramente nos afasta da ordem divina. Nas redes sociais se vê pessoas em busca de mais e mais seguidores, de excessiva exposição e visibilidade, o que leva alguns a sonharem ser idolatrados. Exagero? Certamente não! Pois o que se busca nessas redes é ser mais conhecido pelos amigos, pelos companheiros de trabalho, até por quem nunca se viu, ser famoso nas ruas, de uma forma ou de outra, ser idolatrado como o são, erroneamente, artistas, cantores, jogadores, os chamados influenciadores, e por aí vai.

Essa intenção de ser mais a mais conhecido leva até mesmo os crentes em Jesus Cristo a se desviarem dos caminhos do Senhor. Outro cuidado também é idolatrar outras pessoas, seres humanos falhos e pecadores como todos. Nem para um lado (ser idolatrado) nem para o outro (idolatrar). Devemos, sim, obedecer ao primeiro mandamento e adorar o único e verdadeiro Deus, aquele que enviou seu Filho Jesus Cristo para dar a vida por nós na cruz e garantir a salvação dos que o aceitarem e o confessarem como Senhor e Salvador. Depois que Jesus ressuscitou e voltou ao céu ficamos com a maravilhosa presença do Espírito Santo no nosso meio. Nossa adoração deve ser única e tão somente a Deus. Tudo que fugir disso é idolatria.

”Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” João 17.15-17


Alguns pais e mães são superprotetores. Proteger os pequenos de situações perigosas, que eles muitas vezes nem têm noção do que pode acontecer, faz parte da criação e da função dos pais. O problema é quando eles exageram no cuidado com as crianças, adolescentes, jovens e até mesmo com filhos adultos. Sim, existem adultos cujos progenitores ainda os mantêm numa espécie de bolha em busca de segurança física e dos outros. A Bíblia também trata desse assunto no livro de João, o último dos quatro evangelhos no Novo Testamento.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, como diz o ditado popular. Filhos não precisam de superproteção e nem devem ser abandonados à própria sorte. Eles são herança do Senhor, como diz a palavra de Deus no Salmo 127.3, e estão sob a responsabilidade e cuidado dos pais até conseguirem voar sozinhos. Pai e mãe, até os crentes em Jesus, não são donos dos filhos. Eles os receberam como um prêmio, um presente, para os orientar, andar com eles nos caminhos da verdade e depois deixá-los seguir em frente. No entanto, aí sim, até a idade que for, continuarem a orar por eles. Orar pela herança todos os dias de suas vidas.

Na conhecida Oração Sacerdotal, descrita em João 17, Jesus Cristo pediu que os discípulos (vamos transportá-los para o lugar dos filhos) não fossem tirados do mundo e sim livrados do mal. Mesmo interagindo com as coisas do mundo, do mundo digital, algo que faz parte do dia a dia de praticamente todos os seres humanos, os pais devem estar atentos às coisas boas e ruins da internet. Sim, as redes possuem muitas coisas boas, assim como incontáveis coisas ruins. Crentes em Jesus Cristo devem manter uma postura diferente, não se corromper e simplesmente aceitar tudo o que vem do mundo digital. Mesmo assim, existem sutis ciladas e a direção a ser tomada pelos pais deve estar baseada na palavra de Deus, a regra de fé e prática de todos os que aceitaram Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Temos de estar no mundo guardados do mal e quem pode nos guardar é somente o Filho de Deus, Jesus Cristo, que veio ao mundo, sofreu por nós, foi morto numa cruz, mas venceu a morte, três dias depois ressuscitou e voltou ao céu. Só ele e ninguém mais!

“Por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a petição que eu lhe fizera.” 1 Samuel 1.27

Muita gente deve conhecer ou ter ouvido falar sobre determinado homem ou mulher que tinha o sonho de gerar um filho. Boa parte dos seres humanos se imagina dando a natural continuidade à espécie humana com filho ou filha vindo deles, que tenha o seu gene. No entanto, o noticiário apresenta vários casos, especialmente de mães, que abandonam os pequenos, muitos deles minutos após o nascimento, em lugares inadequados, para dizer o mínimo. Gerar uma criança é simples. O difícil, desde os primeiros homens e mulheres no mundo, é educá-los, no caso de pais crentes em Jesus Cristo, nos caminhos do Senhor. O mundo oferece incontáveis caminhos mais fáceis de serem trilhados.

A Bíblia relata várias mulheres estéreis que se tornaram mães de forma milagrosa. Uma delas é Ana, cuja história está no livro de 1 Samuel, no Velho Testamento. Ana estava determinada a ter um filho, mas naqueles tempos não existiam os tratamentos modernos e ela contava com suas orações ao Deus de Israel. Ela conhecia e confiava nas milagrosas histórias de mulheres como Sara, Rebeca e Raquel, respectivamente esposas dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Ana acreditava num milagre em sua vida, que realmente aconteceu depois que Deus ouviu suas súplicas e ela gerou Samuel, o último e mais importante juiz de Israel.

Hoje ainda existem mulheres estéreis, algumas direcionadas para modernos tratamentos de fertilidade. Várias geram bebês, outras nem assim conseguem. O que os pais devem aprender dessa história é que precisam ensinar aos filhos que a oração tem um poder sem tamanho e que crianças, adolescentes e jovens, até adultos, precisam desfrutar – usar e abusar – desse privilégio que é falar diretamente com Deus. A garotada precisa ser ensinada a conversar de peito aberto com o Senhor. Colocar na mesa seus problemas, dúvidas, dificuldades, alegrias, tudo. Pode parecer estranho falar com alguém que existe, mas é invisível aos olhos humanos, mas esse é o melhor caminho. Não leva a lugar algum falar com estátuas feitas por mãos humanas. Assim como Jesus Cristo, o Salvador do mundo e único Filho de Deus disse: ”Eu (Jesus) sou o caminho, e a verdade e a vida”. Venham a Jesus!”

Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam.” 1 Coríntios 10.23


A Bíblia apresenta orientações para todas as faixas etárias e todos os tipos de pessoas, inclusive do nosso tempo. Esse versículo na carta do apóstolo Paulo aos frequentadores da Igreja de Corinto, deixa claro que todas as possibilidades estão sobre a mesa. No entanto, é preciso saber escolher quais pegar para usar e aplicar em nossas vidas. Os pais crentes em Jesus Cristo têm de buscar a Deus em oração e, mais do que isso, ensinar seus filhos a colocarem tristezas, dificuldades e alegrias em oração diante do Todo-Poderoso criador dos céus e da Terra.

Crianças, adolescentes e jovens, muitas vezes não adquiriram ainda o essencial discernimento a respeito das coisas do mundo e das coisas de Deus. Estão aprendendo, mas precisam ser ensinadas do certo. O que agrada ao Senhor é a obediência e os pequenos devem ser obedientes, primeiramente aos pais, tios, tias, avós, aos responsáveis, aos professores, educadores em geral. Eles precisam de orientações de pessoas comprometidas com a palavra de Deus para saber identificar, entre tudo o que lhes é oferecido, o que lhes convêm, o que lhes será útil e, mais do que tudo, o que pode promover crescimento em sua vida espiritual e no seu relacionamento com Deus.

Entre as coisas lícitas e que devem ser utilizadas com equilíbrio – palavra-chave em praticamente tudo na vida – está a internet. Não tem como deixar de lado essa tecnologia, mas eles, e em alguns casos os próprios pais, têm de entender que precisa haver limitação, equilíbrio especialmente no uso das redes sociais. É lícito, mas exagero não convém. O uso em si não configura pecado e sim o excesso, a falta de controle. Os pequenos precisam ser educados e entender que, como diz a Bíblia, tudo é permitido, mas nem tudo agrada a Deus e, assim, o que desagrada ao Senhor, deve ser evitado. Um claro exemplo negativo são os grupos de whatsapp que oferecem conteúdos ofensivos, pornográficos, inadequados eles e para quem quer ensinar o reto caminho. Isso não agrada a Deus e integra a parte do versículo: ”nem todas convém… nem todas edificam.”

O primeiro ponto antes de se tentar responder onde está a felicidade é garimpar muito a resposta. A definição de felicidade acompanha a humanidade desde Adão e Eva e prossegue até os nossos dias, milhares de anos depois das duas primeiras criaturas do mundo. O mais complicado é que se pode encontrar incontáveis respostas, pois não existem regras fixas para ser feliz. É um maravilhoso sentimento que varia de pessoa para pessoa. Uns se sentem felizes na hora de se alimentar, outros com conquistas pessoais ou profissionais, alguns manifestam esse estado de bem-estar emocional e satisfação num simples abraço em parente, amigo, na mulher amada, no homem querido. Filósofos como o grego Aristóteles relacionaram a sonhada felicidade à realização de virtudes e ao propósito de vida, enquanto a psicologia moderna destaca fatores emocionais, sociais e biológicos.

Além da filosofia, as várias religiões também buscam mostrar o caminho para se encontrar a felicidade. Os cristãos, que têm a bíblia como regra de fé e prática, veem nas bem-aventuranças citadas por Jesus Cristo no famoso Sermão da Montanha (relatado nos evangelhos) exemplos de como se alcançar a felicidade. Tem um cântico que diz: ‘‘ A alegria está no coração de quem já conhece a Jesus’’. Para se ativar os, vamos chamar de hormônios da felicidade (dopamina, ocitocina, serotonina e endorfina, sigla DOSE), tem gente que usa os exercícios físicos, ou hobbies como pescaria, praticar esporte, velejar, nadar, enfim, incontáveis maneiras de se sentir livre, leve e solto, ou seja, feliz. A felicidade é tão essencial ao ser humano que é cantada em verso e prosa em poesias, livros e músicas. Uma bastante conhecida é A Noite Mais Linda do Mundo, do cantor e compositor Odair José, que relata numa espécie de refrão: ‘‘Felicidade não existe. O que existe na vida são momentos felizes’’.

Em geral, as redes sociais, bastante questionadas nos últimos tempos, têm a tendência de afastar essa sensação hormonal de alegria, de felicidade. O motivo principal é a comparação que muita gente faz e busca ser igual a esta ou àquela pessoa e em geral não consegue por motivos financeiros, falta de habilidade entre outros pontos. A internet facilita essa maléfica comparação – se feita dessa maneira – em busca de se igualar e atingir a tal felicidade. E o pior, as redes sociais deixam a falsa ideia de algo ser inatingível, especialmente ao jovem que usa esse tipo e comparação em sua vida. Em alguns casos realmente é. Não em todos. O ideal é que os pais auxiliem crianças, adolescentes e jovens a fazer analogias com bons exemplos e para isso necessitam estar presentes na vida deles e orientá-los com explicações detalhadas para imitar somente o que é bom. Além do mais precisam obedecer ao ECA Digital, que se tornou lei no último dia 17 de março de 2026 e proíbe, entre outros pontos, a autodeclaração de idade e vincula as contas de menores de 16 anos aos pais. Os responsáveis, pai e mãe, os mais velhos e equilibrados, tendem a diminuir essa ânsia de se equiparar às celebridades.

É necessário ter equilíbrio no uso das redes e buscar manter o bom humor, rir, estar com os amigos, enfim, tornar mais frequentes esses momentos e situações que geram alegria pessoal. Tem também a gratidão, sentimento que ativa a serotonina, um dos hormônios da felicidade, e que regula o humor, o sono e até o apetite. Essa substância química é ativada no organismo ao se recordar de momentos felizes e ao se receber reconhecimento, algo que faz bem para a alma. Estudos científicos dos últimos anos têm comprovado que fé e Ciência se complementam e não são antagônicas como se pensava até pouco tempo atrás. Ambas podem convergir para um caminho semelhante e facilitar, e até mesmo enriquecer, a compreensão da realidade do mundo sem conflitos intransponíveis. Seja feliz!

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida e LIV (Laboratório Inteligência de Vida). Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.

O mundo moderno oferece muitas facilidades, mas, ao mesmo tempo, coloca incontáveis pressões sobre as pessoas. Homens e mulheres têm meios de transporte mais velozes e acessíveis, ganharam formas de se comunicar imediatas, falam com todo o mundo de maneira ágil, muitos executam trabalho sem sequer precisar sair de suas casas. Outros pegam seus celulares ou computadores e resolvem todos os problemas bancários num piscar de olhos, enfim, têm agilidade nunca antes vista. Mas todas essas coisas têm um preço, às vezes alto e caro demais. Tudo é muito bom e ajuda a vida a ficar menos corrida. Ajuda mesmo?

A contrapartida dessas inúmeras facilidade apresentadas pela tecnologia e pelo transporte entre outros segmentos essenciais, tem o seu preço, que também é alto, e alguns se mostram aparentemente impagáveis. As pressões decorrentes disso tudo nos aprisionam em caminhos estreitos e, muitas vezes, sem saída. A sonhada liberdade de trabalhar em casa, de usar um transporte ágil e estar conectado com o mundo todo 24 horas por dia pode nos direcionar para caminhos sem saída e repletos de obstáculos que – de forma paradoxal – nos impedem de seguir adiante. É preciso ser forte, corajoso para recomeçar diariamente. Homens e mulheres precisam colocar de lado, de preferência de forma definitiva, ou jogar no lixo digital e mental, o que as paralisa e dar um passo à frente para continuar a caminhada da vida. De forma redundante: quem fica totalmente parado não vai a lugar algum e nem faz nada.

Reconhecer as falhas, reprogramar os rumos, projetos e objetivos, enfim, recomeçar, trás libertação das grossas correntes que nos impedem de progredir e encarar as dificuldades e circunstâncias da vida. As dificuldades podem ser bem úteis em quem as enfrenta com coragem, pois mostram as vulnerabilidades que todos os seres humanos apresentam, de maneira clara ou não. O medo de enfrentar esses momentos de provação por que se passa é uma porta aberta para o inesperado que, se tudo correr bem, será um belo exemplo de obstáculo superado e fará parte de essencial aprendizado.

Como suplantar esses momentos que, em maior ou menor escala, todos enfrentam? O escritor italiano Umberto Eco defendia que o ócio é um momento de prazer e reflexão profunda, permitindo que a mente produza ideias novas e conexões, pontos essenciais para repensar os passos e alcançar ajuda. O ócio criativo não serve somente para o desenvolvimento intelectual e artístico, como propôs Eco. Pode ser usado no dia a dia do trabalhador comum. Esse descanso, o distanciamento momentâneo da questão, é algo que precisa ser controlado com o devido equilíbrio, pois de nada adianta ficar parado o tempo todo e deixar as coisas acontecerem à revelia. É preciso parar para se pensar melhor, fugir do estresse dos momentos duros, buscar novos com vinhos e soluções e seguir em frente.

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida e LIV (Laboratório Inteligência de Vida). Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.