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Motivar grupos ou pessoas virou uma necessidade de uns anos para cá e muita gente utiliza vários meios para fazer isso. Alguns especialistas cobram caríssimo por palestras, outros usam esse conhecimento para simplesmente fazer uma empresa crescer, melhorar o rendimento dos funcionários e, consequentemente, a produção e, com isso, o faturamento. No contexto escolar a situação não é diferente, pois a inserção de alguma coisa nova no ensino tradicional demanda tempo, treinamento e investimento. Na Educação a motivação, tanto do professor quanto do aluno, contribui com a qualidade do ensino e da aprendizagem. Apesar de essa virtude ser individual, o encorajamento, a provocação, de determinados sentimentos nos alunos passa a ser algo coletivo e o principal responsável por esse estímulo nas crianças e nos jovens é o mestre, que convive com eles todos os dias durante alguns anos.

Um professor desmotivado invariavelmente terá uma classe do mesmo jeito. Já o mestre como um orientador e encorajador verá um grupo empolgado e apresentando resultados claros do ensino transmitido. Fica a pergunta: como motivar alguns alunos cuja principal recompensa é a nota? O primeiro passo é fazer com que eles entendam a necessidade das atividades escolares e que a repetição – prática na sala e a lição de casa – é fator determinante no aprendizado. Não simplesmente algo mecânico e sim aquela reprodução que agrega conhecimento a ser usado nas provas, para obter as essenciais notas em busca da aprovação e de ascender no curso. Mais do que isso, os jovens do Fundamental II e do Ensino Médio têm de entender que o conhecimento é bom agora, mas será mais importante ainda no futuro, quando eles entrarem no mercado de trabalho, cada dia mais seletivo, exigente e restrito aos capacitados nos mais diversos segmentos, aqueles que os departamentos de Recursos Humanos (RH) das empresas chamam de profissional multidisciplinar.

Essa busca do conhecimento não está restrita aos alunos. Aos professores é primordial estarem motivados para empolgar a sua classe, ou a maior parte dela, a assimilar os ensinamentos. Para isso os mestres podem utilizar de meios lúdicos como jogos (games), brincadeiras, danças, enfim, o que julgarem adequado para o grupo captar e assimilar o que lhe é passado, além de se envolver ao máximo com o que ensina. Para atingir esse ponto, os professores precisam conhecer seus alunos e criar tarefas relacionadas com os anseios da maioria. Necessitam de um olhar diferenciado para eles em busca de manter a atenção e o foco nas aulas, no repasse do conhecimento, além de ter intensidade no ensino, provocando a participação da classe em debates com linguagem semelhante à deles. Deixar os adolescentes e os jovens na expectativa do que virá na próxima aula é algo que somente um professor motivado e declaradamente comprometido com sua missão de ensinar consegue.

Motivação com M maiúsculo é a chave do sucesso não só na escola, na relação professor-aluno. É fundamental na vida pessoal, no envolvimento profissional e por aí vai. No casamento é necessário estar sempre motivado, caso contrário se corre o risco de seguidas e, muitas vezes, dolorosas separações. Nos negócios também é essencial, pois desde um microempresário até grandes investidores têm de apresentar aquele desejo de fazer as coisas darem certo e com isso, além de tirarem seu sustento, também continuar a empregar pais, mães e responsáveis por famílias. Um professor altamente motivado motiva seus alunos que recebem bom aprendizado, tiram notas altas, entram em respeitadas universidades e se tornam profissionais de excelência, aqueles que o mercado busca. Acompanhando essa linha do sucesso, chegamos à conclusão que a motivação está intimamente ligada ao que o aluno recebe e assimila na sala de aula. Uma escola de sucesso é aquela que tem seus estudantes bem sucedidos. Essa é a grande recompensa das instituições de ensino!

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.