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A humanidade como um todo terá de ser igual à ave Fênix, que na mitologia grega quando morria entrava em autocombustão para, depois de algum tempo, renascer das cinzas. É isso o que precisamos fazer depois – sabe-se lá exatamente quando isso acontecerá – que ultrapassarmos essa pandemia da Covid-19. Ficou claro que ninguém acreditava que seria tão grave quanto tem sido essa infecção pelo novo coronavírus. Estamos em novembro de 2020 – um ano marcado pelas fatalidades e grandes dificuldades -, achávamos que tínhamos sob controle a situação, mas nos enganamos. Todos nós. Tudo começou, pelo menos é o que os especialistas acham, lá no final de 2018 e aqui estamos nós, dois anos depois e ainda lutando para nos livrar desse terrível e mortal vírus. Cá estamos à espera de uma das inúmeras vacinas que estão sendo produzidas para que a Economia, atingida diretamente, possa retomar seu caminho e levar o mundo junto. Claro que as milhões de vidas perdidas jamais serão resgatadas e essa é a nossa maior e irrecuperável lacuna.

Depois dessa espécie de desabafo, eu, professor Chiarella, volto a falar sobre Educação, que é o meu foco principal, especialmente na minha cidade, Santos. Nesta pandemia tivemos um começo de aprendizado negativo nas escolas de todo o Brasil e, imagino, também no restante do planeta. A transição das aulas presenciais para as remotas não aconteceu de maneira automática, pelo menos pelos nossos lados, pois não houve a aguardada adaptação geral. Professores e alunos foram obrigados a conviver com algo com o qual não estavam habituados, assim como os alunos, que tiveram de acompanhar aulas em suas casas através de um pequeno celular e, ainda assim, manter a concentração. Junto a esse essencial fato tivemos também a problemática sofrível e ausente conexão da internet para a população de renda mais baixa. Tudo isso contribuiu para dificultar mais ainda a vida de todos os que trabalham e se dedicam à Educação.

Apesar de tudo isso não considero 2020 um ano perdido em termos educacionais e de aprendizado. O motivo principal foi que não fizemos a avaliação do que foi assimilado, algo que só acontecerá no início do ano letivo de 2021. Como de todas as situações, por mais difíceis que sejam, se pode tirar algo de positivo, cito que a tecnologia ganhou um bom espaço nas aulas e nos leva a repensar a metodologia de ensino com maior ênfase na área tecnológica. Os líderes maiores, aqueles que estão à frente da Educação no Brasil, é que vão ditar essas novas regras e proporcionar os esperados avanços. Depende deles. Ficou claro que os alunos, especialmente os das escolas públicas como um todo, precisam de acesso livre à internet, cujas empresas de fornecimento de dados têm de investir pesado em infraestrutura também para atingir áreas remotas em busca dos alunos que moram em locais distantes dos grandes centros.

Estamos cansados de ouvir dos governantes de todos os níveis que a Educação será prioridade, algo que nunca se torna verdade. Ficamos só nas promessas. Está aí um bom ponto para se começar a transformar em realidade essa corriqueira frase na boca dos políticos, especialmente em época de eleições. Neste Blog do Chiarella vou continuar incentivando a participação popular – pais, responsáveis, alunos enfim, de todos – no desenvolvimento educacional. Nos isolamos demais devido à Covid-19 e a vacina vai nos proporcionar restabelecer o equilíbrio emocional com o resgate do convívio pessoal na nossa vida diária. Nas escolas precisamos preparar equipes de acolhimento, formada por psicólogos especializados, para cuidar da saúde mental das nossas crianças, dos nossos jovens e até mesmo dos professores, que também foram bastante atingidos. E temos de sair desta situação cientes de que precisamos nos preparar adequadamente para uma situação como esta, que pode se repetir. Temos de estar prontos e renascer das cinzas!

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.