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Diz a importante sabedoria popular que é nas adversidades que se forma o caráter das pessoas. Nos momentos ruins e complicados somos moldados a suportar as próximas situações. Muita gente pode tirar suas próprias conclusões deste ditado já durante a pandemia da Covid-19, evento que atingiu praticamente todos os países do mundo e aqui pelos nossos lados do Brasil aparenta diminuir. Em Santos, a cidade onde moro e que normalmente pego como referência, temos sentido nas últimas semanas uma, reconheço, ainda triste estabilidade no número de mortos e infectados. O coronavírus ameaça ter intensidade diminuída, ser controlado, mas deixa para trás um rastro de dor e milhares de vidas perdidas. O ser humano age de diferentes maneiras em relação ao medo, todos sabemos um sentimento difícil de ser controlado. Alguns congelam, eu, professor Chiarella, me sinto impulsionado e mais determinado a fazer o que pretendo. Cada um, cada um, como dizem os jovens.

As dificuldades nos transformam e a coragem nos remete a um recomeço, que implica em mudança de objetivos. É isso o que temos de fazer na questão da Educação na cidade de Santos e no Brasil como um todo. Precisamos ser ousados para avançar em pontos importantes, como nos desprender do passado, nos aliar ao presente e apontar rumos melhores para o futuro, que está aí. Essa deve ser a nossa atitude, pois a Educação transforma as pessoas desde a creche até o Ensino Médio, fases estudantis que estão entre as maiores responsabilidades da Prefeitura Municipal de Santos. Tudo isso junto nos leva a pensar no momento histórico que vivemos com a aprovação, pelo Senado Federal, do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), ligado ao Ministério da Educação (MEC), onde temos um representante de Santos, o ministro Milton Ribeiro.

O Fundeb foi aprovado há poucos dias e ampliou a participação da União: nos próximos seis anos os valores investidos crescerão de 10% para 23%, de forma progressiva, com 5% destinados à educação infantil. Anteriormente, a verba era provisória, dependia da decisão de alguns governantes. Agora é garantida pela Constituição Federal, a lei maior da nossa nação. Essa votação foi histórica para o Brasil, pois agora está reescrita na Constituição Brasileira a valorização da Educação em todo o País, desde os primeiros passos, nas creches, passando pelo Fundamental I, Fundamental II e chegando até o Ensino Médio. O Fundeb também traz algo que considero essencial, que é a valorização do professor e de todos os que trabalham com a Educação, algo que defendo aqui no Blog do Chiarella desde os primeiros momentos. O que precisávamos era ver professores, diretores, coordenadores, merendeiras – todos que trabalham com nossos filhos, netos, sobrinhos, nossas crianças e jovens – capacitados, bem treinados, com salários dignos e, acima de tudo, respeitados. Isso foi determinado e está na Carta Magna.

Uma das cláusulas aprovadas aumenta de 60% para 70% o mínimo a ser aplicado no pagamento de todos os profissionais da Educação. Essa política pública transforma as famílias, pois dá educação mais digna e igualitária a todo o povo brasileiro. Que Deus nos abençoe e transforme, em amor, primeiro nosso coração, e com esse maravilhoso sentimento, nós professores e todos os que vivem a Educação, possamos modificar milhares, milhões de vidas através desse essencial segmento da sociedade. Na minha opinião a Educação é uma das mais lindas e singelas demonstrações de amor ao ser humano.

José Roberto Chiarella, o professor Chiarella, é educador. Professor de Educação Física formado em 1986 e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida. Advogado com especialização em Direito Digital pelo Mackenzie e mestrado em Relações Internacionais Laborais pela Untref, na Argentina.